30/07/09
Um espaço para prosas, vendas e tradições
por Vitor Santana
Feira de Oportunidades Sustentáveis movimenta a Praça do Artesão
Um local para expor os artesanatos, divulgar seu trabalho, fazer novos contatos e negócios. Essa é a Feira de Oportunidades Sustentáveis, montada na Praça do Artesão. Com estandes do Tocantins, Goiás e Ceará, o espaço oferece chances de negócios, preservação das artes e também de boas prosas. Os responsáveis pelas barraquinhas estão sempre dispostos a contar um pouco mais sobre a sua cultura, sua arte. Os vários estandes estão repletos de esculturas, colares, bolsas, quadros, bonecas de pano, instrumentos musicais dentre outras coisas. Cada visita ao local é uma nova descoberta.
Dentre os vários expositores da feira está Jairo Ferreira, conhecido como Guará. Com fama nacional, Guará trabalha com xilogravuras e esculturas em madeira e isopor. Já fez trabalhos para o Memorial do Cerrado, localizado no Campus II da Universidade Católica em Goiânia e também para o Memorial da Serra da Mesa. Suas esculturas já estamparam também séries de cartões telefônicos sobre cultura popular.
Vindo de uma família de tipógrafos, Guará teve contato com as prensas desde criança. "Minha família tinha as caixas de tipos e os mecanismos para fazer a impressão". Para esse artista, a arte e a profissão são coisas que caminham unidas. Ele encontrou na xilogravura uma oportunidade de alertar as pessoas para a necessidade de preservar o cerrado, e desde então trabalha com esse mote.
Outro exemplo de preservação cultural é o artista Raimundo Racar, de Nova Olinda, no Ceará. Suas esculturas buscam manter vivas as tradições religiosas. "A madeira é algo bem resistente, então mesmo que a cultura acabe as pessoas vão poder ver na arte". Trabalhando com esculturas há 25 anos, Racar expõe em seu estande peças de diferentes tamanhos, criadas a partir da temática religiosa.
Representando a nova geração, Sofia Scandiuci acompanha sua avó há quatro anos, expondo as bonecas de pano, feitas em Alto Paraíso. Sofia diz que ajuda na confecção de algumas bonecas, mas que sua arte são chaveiros feitos com materiais recicláveis. "Ainda estou começando, então não gosto muito de expor o que eu faço", afirma a jovem de 15 anos. Segundo ela, todas mulheres de sua família têm alguma vocação para as artes. Sofia ainda é um exemplo da interação que ocorre dentro do espaço de oportunidades sustentáveis. Do estande de sua avó, acompanhou a oficina de fabricação de viola de buriti e se interessou pela matéria prima. " Quando eu voltar para casa vou tentar fazer algum chaveirinho de buriti".
A Feira de Oportunidades Sustentáveis continua até o final do Encontro de Culturas e está aberta durante todo o dia, com várias opções de artesanatos. Para quem quer levar uma recordação do evento, essa feira é parada obrigatória.
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