A Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge
Veja a programação de shows e apresentações na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge
Projetos da Casa de Cultura
As Comunidades - A Caçada da Rainha, o Congo, a Sussa e a Catira
O Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge
As atividades do Ponto de Cultura
O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Veja os melhores momentos do Encontro de Culturas
Faça seu cadastro e participe do Encontro de Culturas
Conheça a Vila de São Jorge
Conheça a história do artista plástico Moacir
Saiba como chegar e onde ficar em São Jorge
Leia as últimas notícias sobre a Casa de Cultura
Assine nosso boletim e fique atualizado por e-mail
Entre em contato com a Casa de Cultura

01/08/09
Tradição grega no Encontro de Culturas
por Gabriela Marques

A cultura milenar do teatro grego é mostrada em oficina que trabalha a função do indivíduo dentro de um grupo

No último dia do Encontro de Culturas Tradicionais, a atriz ateniense Polixeni Aklidi ofereceu uma oficina sobre o Coro na tragédia grega. Durante a tarde, na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, os participantes se reuniram para ouvir um pouco sobre a tragédia e qual a função do Coro. Depois, era hora de usar o improviso e, a partir de alguns exercícios, ter uma ideia sobre sua composição.

Polixeni, que há cinco anos trabalha como atriz, contou um pouco sobre a origem da tragédia grega, a forma mais antiga de teatro. O gênero, que surgiu no fim do século VI a.C., apresenta uma estrutura fechada de apresentação e muito de sua origem se perdeu no tempo. "Nós não sabemos ao certo como era, nem mesmo a língua que era usada", explica Polixeni.

Pelo segundo ano, a atriz pôde demostrar um pouco de sua cultura, que vem se perdendo, dentro de um encontro de culturas tradicionais. "Acho muito interessante poder aproximar minha tradição perdida com a cultura brasileira, em que ainda há pessoas interessadas em preservá-la", completou Polixeni.

Mesmo com um pouco de dificuldade em falar o português, a atriz conseguiu prender a atenção dos participantes. A explicação agora era sobre o Coro, um personagem coletivo que tem a função de narrar a história que está sendo apresentada, além de fazer uma ligação entre o passado e o presente dos outros personagens. "O Coro justifica as ações dos atores já que a relação entre os personagens é muito complexa". Além disso, o Coro pode representar a democracia, já que mostra a voz do povo.

Para demonstrar essa possibilidade dentro do teatro, Polixeni propôs alguns exercícios. Em uma roda, os participantes se apresentaram mostrando as partes do corpo que mais gostam e as que menos gostam. A descontração foi seguida de um relaxamento do corpo e do aquecimento da voz. A noção de espaço e da presença de outras pessoas nele foi trabalhada no centro da Casa de Cultura, onde os participantes tinham que se movimentar, sem deixar lugares vazios, nem esbarrar nos colegas.


Polixeni: "a consciência corporal dos brasileiros me encanta". Foto de Mazé Alves

Os exercícios permitiam que os participantes entendessem como funciona o Coro, que permite aos atores se expressarem individualmente, mas sempre considerando as situações coletivas em que estão. "Eu quero dar uma noção do conceito de Coro e passar a primeira característica do teatro grego, que é o indivíduo dentro de um grupo que funciona junto", completa.

Duas frases da peça Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, foram usadas para a composição do Coro. Em grego, todos repetiram juntos as palavras, mostrando a importância de se ouvir os outros. Os mesmos exercícios foram então repetidos, mas agora no ritmo das frases que eram ditas pelos participantes.

Em seguida, cada um teve que imaginar uma fotografia que tirou, em uma situação que havia água. Cada um descreveu sua foto, sempre usando a terceira pessoa. A descrição era feita ininterruptamente, até que outro começasse a fazer o mesmo. "Dentro da peça Prometeu Acorrentado, o Coro era composto pelos espíritos de água que se movimentavam ao redor dele", explicou Polixeni.

No fim, os exercícios eram feitos juntos, até o momento em que a atriz pedia para que todos parassem, formando uma imagem, em que o gesto de um era completado pelo outro. Ao mesmo tempo, todos falavam em voz alta as frases em grego e um por um saía de sua posição descrevendo imagens de fotografias que envolviam rios, lagos e o mar.

A cada exercício proposto, os participantes se soltavam mais e utilizavam o improviso. A imaginação dos participantes surpreendeu a atriz, que se viu em meio a uma grande brincadeira. "Sempre que dou oficina no Brasil fico encantada porque as pessoas são muito abertas e têm uma consciência corporal muito avançada em comparação aos europeus", elogiou Polixeni no fim da oficina.

01/08/09
"Tiro minha energia do amor"
Lia de Itamaracá concedeu entrevista ao Encontro de Culturas logo após sua apresentação no palco. Confira.

01/08/09
Distribuindo alegria e boa música
Lia de Itamaracá se apresentou espalhando energia, mostrando sua força do início ao fim do show.

01/08/09
Batucada na manhã de sábado
Oficina do Maracatu Leão Coroado inicia as atividades do último dia do Encontro de Culturas

01/08/09
Baque solto e baque virado
Encontro de maracatus agita a noite de sexta-feira e mostra as variações da cultura pernambucana

31/07/09
Doroty Marques e o mundo mágico do Turma que Faz
Com uma mensagem ecológica e cultural, a artista Doroty Marques mais uma vez lotou a praça do Encontro de Culturas em São Jorge, no lançamento do CD “Criunaná” ou Canto das Águas, apresentando o mundo mágico da “Turma que Faz”.

30/07/09
Cimos Nublados e Geografia
“A chapada antes de mais nada é um fenômeno geológico”

30/07/09
Roda de prosa aproxima cultura e comunicação
A interface política entre a cultura e a comunicação foram tema da roda de prosa Mídia Livre, na tarde desta quinta-feira (30/07), no Espaço Dona Chiquinha em São Jorge (GO).

30/07/09
Um espaço para prosas, vendas e tradições
Feira de Oportunidades Sustentáveis movimenta a Praça do Artesão

30/07/09
Um pouco da África em São Jorge
Show com o senegalês Mamour Ba impressiona o público na noite desta quarta-feira

30/07/09
Mamour Ba, diálogo com os tambores
O músico, percussionista, cantor e arranjador Mamour Ba é senegalês, mas há mais de vinte anos reside em Minas Gerais.

 

próxima última página

Mostrando notícias de 1 a 10 de um total de 91

 

Palavra-chave:


Início | Casa de Cultura | Encontro de Culturas | Cadastro de Artistas | A Arte de Moacir | Como chegar | Diário de São Jorge | Contato
2008 Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge. As informações podem ser redistribuídas desde que citada a fonte.
Desenvolvido por Carlos Filho - www.carlosfilho.com - Websites Goiânia