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Semana de Jorge na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge

17/04/18 | Dá uma olhada na programação que preparamos pra vocês

No interior de Goiás, há um vilarejo com nome de santo, que em abril realiza uma grande festa em louvor a São Jorge. O vilarejo é portal de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e recebe visitantes de diferentes lugares do país para celebrar o dia de São Jorge, na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge.

Dá uma olhada na programação que preparamos pra vocês:

SEMANA DE JORGE - 21 a 30/04

21/04 (sábado)
21h · Peña Folclórica com Doroty Marques e a Turma que Faz

O espetáculo Peña folclórica reúne músicas sul-americanas – de cantos folclóricos brasileiros a composições de Mercedes Sosa e Violeta Parra –, violões, violas, percussão, dança e acrobacia em tecido. Acompanhada por Doroty Marques, o espetáculo tem o objetivo de oportunizar aos jovens da Turma Que Faz uma nova perspectiva de geração de renda através da arte.

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23h · Triô Buritís

Sendo o primeiro trio de forró da cidade de Alto Paraíso de Goiás, o trio é especialista em agitar as noites da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge com o forró pé de serra. Seu primeiro disco foi gravado de forma independente e contou com o apoio do poeta Xico Bizerra, de Pernambuco.

Ouça o CD  AQUI

23/04 (segunda)
Tradicional Festa de São Jorge e lançamento da terceira etapa do projeto Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge: 20 anos de valorização das culturas tradicionais da Chapada dos Veadeiros

20h · Cortejo com o Congo de Niquelândia e a Caçada da Rainha de Colinas do Sul pelas ruas da Vila de São Jorge

Congo de Niquelândia

De acordo com os congadeiros, em Niquelândia, a tradição da congada nasceu no quilombo Xambá, onde viviam negros fugidos das senzalas de Vila Boa (Cidade de Goiás), Meia Ponte (Pirenópolis) e São Félix (Cavalcante). O grupo homenageia Santa Efigênia, a protetora do município. Registros apontam que a santa era uma negra, foi escravizada e, depois, atirada em uma fogueira. Tudo começa com a capina do largo. Em seguida, são realizados o levantamento do mastro da santa, o cortejo, a procissão, as missas e almoços de confraternização oferecidos pela imperatriz e o imperador de Nossa Senhora do Carmo. Em São Jorge, o grupo fará um cortejo pelas ruas do vilarejo e se encontra com  o grupo da Caçada da Rainha na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge.

Caçada da Rainha de Colinas do Sul

A Caçada da Rainha de Colinas do Sul é uma das principais manifestações tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros. Festa ritualística, traz ritmos populares como o batuque e o lundu. Este último é considerado o ritmo ancestral da música brasileira, do qual descende o fado. A tradição começou em Colinas do Sul em 1954, trazida de Lajes por Herculana da Silva Coelho, a primeira rainha do festejo na cidade. Todos os anos, a comunidade local prepara a cidade para receber os foliões na primeira quinzena de julho. São 11 dias de folia a cavalo, três para o batuque da rainha, um para a caçada da monarca, precedido pelo dia do imperador e, por fim, pelo do rei. Durante esse período, duas folias giram pelas fazendas nos arredores da região – uma dedicada ao Espírito Santo e outra à Nossa Senhora do Rosário. Em São Jorge, o grupo fará um cortejo pelas ruas do vilarejo e se encontrará com o grupo do Congo de Niquelândia na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge.

*** Este encontro é uma das ações do projeto “Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge: 20 anos de valorização das culturas tradicionais da Chapada dos Veadeiros”, contemplado no Edital do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2016, Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás - SEDUCE e Governo de Goiás.  Acompanha ainda a exposição Congo de Niquelândia, aberta para visitação desde o início de março, na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, que relembra a participação do grupo nos 20 anos de existência da CCCJ.

21h · Cortejo com o Maracatu Leão do Cerrado, que convida Mestra Joana Cavalcante (PE)

O coletivo Maracatu Leão do Cerrado atua na difusão da Cultura do Maracatu de Baque Virado (reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN em 2014), entre outras manifestações da cultura popular brasileira, na Chapada dos Veadeiros desde 2013 através de oficinas abertas à comunidade, rodas de conversa, cortejos, apresentações e intercâmbios. Nos últimos 3 anos, tem aprofundado seus estudos em duas Nações de Maracatu de baque virado oriundas de Recife (PE): Nação do Maracatu Porto Rico e Nação do Maracatu Encanto do Pina. No ano de 2017, o grupo foi contemplado no Edital do Fundo de Arte e Cultura do Governo de Goiás para implementar o Projeto Tu Maraca – Formação e Difusão da Cultura do Maracatu, quando teve a oportunidade de trazer para Alto Paraíso o Mestre Chacon Viana (da Nação Poto Rico) e de abrir um curso para formação de batuqueir@s na comunidade da Chapada dos Veadeiros (etapa atualmente em execução).

Como já é tradicional, todo ano no dia de São Jorge o Leão do Cerrado realiza um cortejo pelas ruas da vila de São Jorge, em louvor ao padroeiro.  Este ano, o grupo tem a alegria de trazer para o cortejo a participação da Mestra Joana Cavalcante (PE), primeira e única mulher a reger uma Nação de maracatu de baque virado, a Nação Encanto do Pina, além de liderar dois outros grupos: Baque Mulher e Mazuca da Quixaba.

21h30 · Tradicional galinhada na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge
22h · Arrumadinho - Forró com músicos da região

28/04 (sábado)
22h · Langnifan África - Mariama Camara - Limanya

Mariama e seu grupo apresentam o espetáculo Langnifan África – A União Dá a Força. Assim como a oficina, o show, além de promover o intercâmbio de culturas, busca o resgate das matizes da cultura africana. No espetáculo, o canto, a dança e os ritmos suscitam antigos provérbios da África e revelam ao público um pouco da cultural tradicional Sussu, etnia da Guiné.

23h · Conrado Pera

Conrado Pera é um cantor e musicista paulista que vive em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. Para aperfeiçoar-se como artista, saiu de São Paulo para buscar novas experiências musicais voltadas especialmente à cultura popular. Nesta caminhada, conviveu com grandes mestres do coco e do maracatu, responsáveis por parte de sua formação como artista. Hoje é um dos cantores residentes da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, trazendo o que há de melhor das experiências sonoras de Alto Paraíso.

29/04 (domingo) Dia Internacional da Dança

15h · Oficina de Percussão dos Ritmos da Guinné (África)
16h30 · Oficina de Dança com Mariam Mariama Camara (África)

A oficina Danças Étnicas da Guiné mistura os movimentos da dança étnica tradicional com a linguagem contemporânea dos balés guineanos.  Mariama também apresenta os instrumentos tocados na oficina, como djembe, dunun, sangban e kenkeni. O ficina é permeada por informações sobrea história e a cultura do povo da Guiné. Os participantes aprendem ainda o canto responsorial, divididos em dois grupos que dialogam e por fim, unem canto, música e dança, como nos tradicionais balés da Guiné.

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22h · Sambada com Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

Grupo cultural de Brasília, que criou a sua própria brincadeira popular tendo como fundamento o Mito Cerratense do Calango Voador. Nesta formação, a sambada, o grupo destaca seu batuque, trazendo para o palco cantos e baques dos seres da mitologia do cerrado e de outros terreiros do Brasil. Esta apresentação traz a inovação da percussão brasileira com tradicionais instrumentos da cultura popular e a invenção de uma nova pulsada, o Samba Pisado, um ritmo tipicamente brasiliense. Com o peso das alfaias, a precisão da caixa, o gingado do gongué e a beleza dos agbês, entre outros instrumentos, Seu Estrelo traz no repertório músicas inovadoras representando a força do batuque de Brasília.

30/04 (segunda)
21h · Espetáculo Teatral: "A quarta roda: O amor é rio sem margem" - Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

No espetáculo A 4ª Roda – O Amor é Rio Sem Margem,  Seu Estrelo e o Fuá do Terreio evoca figuras encantadas do Rio, artistas do Circo Solar que foram engolidos pelas águas do cerrado e viraram peixes. A mando de Sinhá Laiá, o inventivo Capitão Sebastião e seus batuqueiros têm a sentimental tarefa de unir dois corações afogados, que durante suas vidas não conseguiram ser juntados. O espetáculo foi apresentado pela primeira vez em 2014 e é uma história de amor que desafia o Tempo e o Rio. O público mergulha em uma história cercada de mistérios e magia, e conhece e se emociona com as desventuras amorosas do Circo Solar. A classificação indicativa é livre, e a peça tem duração de 2h.

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